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Asproeste

Produtores do Lago Oeste

Empresários locais confeccionam produtos que são enviados a todo o país
Lago Oeste em Foco: José Adorno (Café Lote 17B), Priscila de Ávila (La Pimenteira) e Gilsérgio dos Santos Silva (Cogu Cogumelos Brasilienses)

Não é novidade para alguém que investe no Distrito Federal que a clientela daqui está entre as mais exigentes do Brasil. Dona da maior renda per capita dos estados da federação — a média mensal é de R$ 2.055, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, a região demanda de quem produz um cuidado ainda mais assertivo com o produto final e, como consequência, muitos alcançam um padrão de qualidade que os colocam entre os melhores do país. 

   A empresária Priscila Ávila supreendeu ao oferecer pimentas ardidas em forma de molhos, geleias e tempeiros: produto diferenciado para quem tem paladar refinado

O médico José Adorno transformou sua paixão pelo café em um requintado negócio: ele planta, colhe, torra e embala os grãos que encantam os amantes da bebida

Um dos exemplos é Priscila de Ávila. Em sua propriedade no Lago Oeste, ela decidiu investir nas pimentas mais ardidas do mundo, transformando sabores picantes em molhos, geleias e temperos. A proprietária do La Pimenteira garante: conquistar o cliente daqui requer um processo de convencimento totalmente dependente da qualidade do que é vendido. “O DF começou a dar valor aos meus molhos a partir do momento em que entendeu que as pimentas não são só ardência. Elas são uma harmonização de sabores com ervas, azeites, vinagres e até cachaças. É isso que faço”, explica.

Mesmo tendo conseguido se posicionar no mercado — os produtos dela podem ser encontrados em grandes restaurantes de Brasília e em outras capitais —, ela assegura que isso não é o suficiente para convencer os bancos a aumentarem as linhas de crédito para um maior investimento. “Eles liberam pouco capital de giro para os produtores médios. Mas tive bastante apoio de entidades como Emater e Sebrae. Posso garantir que aqui enfrentei menos dificuldades do que quando morei em Goiás”, frisa.

Esse suporte é fundamental para os produtores entenderem, não só o que envolve o manejo daquilo que é plantado, mas como ele pode agregar valor à mercadoria. Fernando Neves, gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae no DF, frisa que para ser de qualidade, não significa apenas ser bem-aceito pelo mercado. “É preciso ter padrão, volume e frequência. Não adianta oferecer algo bom sem garantia de que ele vai ser sempre assim; ou que não haja uma regra na quantidade, bem como na periodicidade de entrega”, explica.

De acordo com ele, ainda são poucos os nomes no DF e no entorno que conseguem atingir esse nível de precisão nos negócios. “Mas há muitos a caminho. O importante é que eles busquem sempre mais conhecimento, não somente de técnicas de agricultura e manejo, mas também de mão de obra.” Essa busca é essencial até mesmo para que analisem se estão mesmo dispostos a enfrentar as agruras do mercado em que pretendem investir.

Investimento e conhecimento

Quem conversa com José Adorno só fica sabendo qual a sua primeira profissão, a de médico, caso ele diga. Seu prazer em falar sobre café é tão visível que dá a impressão de que ele nasceu nesse meio. Mas foi uma mudança para o Lago Oeste que despertou sua atenção para planta e para tudo que envolve sua produção. De uma plantação experimental de 300 pés, há nove anos, hoje ele tem cinco mil e entrega no Lote 17B, um café orgânico e especial que demonstra não só o potencial do DF, mas como o mercado tem mudado a percepção sobre o que é capaz de ser produzido aqui. “O meu grande objetivo é criar uma cultura de café, de bom gosto. Quis dar uma vocação para a chácara, envolvendo toda a família”, explica.

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Produção de Fitoterápicos para o SUS

     Cura por meio das plantas: Brasília é pioneira na produção de fitoterápicos
    Eles chegam à população por meio da Farmácia Viva, da Secretaria de Saúde


    Reportagem de Otávio Augusto

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O gel de babosa é um dos medicamentos naturais produzidos na unidade do Núcleo Bandeirante, onde trabalham três farmacêuticos.
 
O século 20 testemunhou a evolução do pensamento científico e a busca por melhores condições de tratamento e de possibilidades terapêuticas. Os fitoterápicos, medicamentos de origem vegetal, passaram a ser prescritos e ganharam o universo da pesquisa. Brasília é pioneira no país na produção e distribuição desse tipo de medicamento. Eles chegam à população por meio da Farmácia Viva, da Secretaria de Saúde. Ela completou 27 anos na última segunda-feira. Só em 2015, 22.252 pacientes se trataram com remédios naturais. Apesar das comemorações, profissionais da área cobram investimentos.
 
Os livros de história contam que, desde os mais remotos tempos, plantas, folhas, raízes, sementes, flores, frutos ou caules são fontes de substâncias que trazem conforto às dores e solução a males. Apesar disso, apenas em 2006 o Ministério da Saúde decretou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos que regulamentou a modalidade (veja O que diz a lei). A partir de então, a busca por esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS) só cresceu. Entre 2013 e 2015, o uso dos insumos aumentou 161%. Há três anos, cerca de 6 mil pessoas procuraram o tratamento no país. Ano passado, a cobertura chegou a 16 mil pessoas.
 
O Núcleo de Farmácia Viva, no Riacho Fundo, é a unidade de saúde responsável por toda a cadeia produtiva dos fitoterápicos, do cultivo da planta à distribuição do produto manipulado. Na quinta-feira, o Correio esteve no local para acompanhar os trabalhos. Lá, três farmacêuticos e outros 11 servidores fabricam os oito medicamentos disponíveis no DF — a lista do SUS conta com 12 títulos. O espaço guarda o canteiro onde são cultivadas sete plantas medicinais (leia quadro), além dos laboratórios de manipulação. São semeados exemplares também no Complexo Penitenciário da Papuda e no Centro Nacional de Recursos Genéticos, na Embrapa.
 
A Tintura de Guaco e o Gel de Erva Baleeira — usados no tratamento de doenças respiratórias e dores articulares com ação anti-inflamatória, respectivamente — são os mais buscados. Eles levam em média nove dias para ficarem prontos. Isso sem contar os dois anos de cultivo das plantas. Vinte unidades de saúde são cadastradas em 11 regiões administrativas e estão aptas a dispensarem os medicamentos fitoterápicos, mediante prescrição médica. Brazlândia, Candangolândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Taguatinga, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho, Recanto das Emas e Riacho Fundo contam com a assistência na rede pública.
 
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Vacinação de Cães e Gatos no Lago Oeste

Vacinação

 VACINAÇÃO CONTRA A RAIVA: 27 DE AGOSTO DE 2016

Teremos dois postos de vacinação no Lago Oeste: na Rua 08 (Asproeste) e na Rua 18.

COMPAREÇA!! não deixe de levar seu gato ou cachorro para vacinar!!


 

 
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