Skip to content
narrow screen wide screen auto screen Increase font size Decrease font size Default font size blue color orange color green color

Asproeste

Home Notícias Jovem dá aulas gratuitas de patinação a jovens que não têm como pagar
Jovem dá aulas gratuitas de patinação a jovens que não têm como pagar Imprimir E-mail

A partir de hoje, o Correio conta a história de pessoas que contribuem para a construção de uma cidade melhor, como a de Henrique Pamplona, que decidiu fazer a diferença



Antonio Cunha/CB/D.A Press A dedicação de Luziene é tanta, que ela se tornou monitora: "É algo que me faz bem"

Disponibilizar-se para o bem comum. Com esse princípio, o jovem atleta Henrique Pamplona, 26 anos, vai em direção ao Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho, duas vezes na semana, para lecionar a patinação artística para mais de 30 crianças e adolescentes. O projeto, ainda sem nome, ensina o esporte para aqueles que nunca imaginaram um dia aprender a atividade. No Dicionário Aurélio, a definição seria contribuir para que outrem faça alguma coisa; favorecer; facilitar. A palavra em questão: ajudar. A partir de hoje, o Correio publica a série #PrazerEmAjudar. Cinco casos de pessoas e grupos que contribuem para a construção de uma Brasília melhor.

 

O projeto de Pamplona iniciou há três anos, nos intervalos dos turnos do Centro de Ensino Fundamental Professor Carlos Mota. Em seguida, foi transferido para a quadra de esporte da Associação dos Produtores Rurais do Lago Oeste (Asproeste). No começo, poucos frequentavam as aulas; depois, a procura aumentou e, com o tempo, mais interessados surgiram. Os 40 pares de patins pertencem a Henrique Pamplona, que os disponibiliza para a ação. Como atleta, o jovem participou de diversos campeonatos, é tricampeão Brasileiro e campeão sul-americano. O projeto é gratuito, mas aqueles que têm condições auxiliam com o a quantia que podem. Os valores são revertidos para a compra e a manutenção de equipamentos. “Faço isso com dedicação. O esporte vem com uma das melhores formas de educar e promover o amadurecimento do ser humano”, justifica o voluntário.

Antonio Cunha/CB/D.A Press "É muito gratificante poder ensinar ao outro aquilo que aprendi, e ajudar as crianças a superarem os desafios, com o desenvolvimento físico e mental. A patinação é muito rica. Se todos tirassem um tempo para ajudar alguém, o mundo com certeza seria melhor", diz Henrique Pamplona, 26 anos Idealizador do projeto no Lago Oeste

Entre os primeiros participantes, está a estudante Luziene Pereira Cardoso, 17 anos. “Sempre quis patinar, desde criança, mas nunca tive oportunidade. Quando disseram que ia começar aulas aqui, fui uma das primeiras a me inscrever”, lembra. A participação no programa esportivo solidário rendeu a ela três participações em campeonatos. Em duas etapas do Brasiliense de Patinação Artística, a garota conquistou o segundo e o primeiro lugares do pódio.

A dedicação nas aulas fez com que Luziene se tornasse uma das monitoras do projeto social. “Da mesma forma que ganhei a oportunidade de aprender um esporte, quero contribuir para que outras crianças e adolescentes tenham a mesma sorte que a minha. Eu não teria condições de pagar. Ajudo hoje, e quero continuar no futuro”, comenta. Diante das conquistas, a garota pretende seguir carreira no esporte. “É algo que me faz bem.”

Antonio Cunha/CB/D.A Press Daniel de Almeida já participou de competições e sonha em seguir com a carreira profissional

Assim como Luziene, o estudante Daniel de Almeida, 17, já participou de disputas esportivas. “Nunca pensei em fazer patinação, mas sempre fui interessado em esportes e em artes. As aulas aqui são de grande valia, uma vez que abrange uma comunidade que carece de práticas esportivas. É um projeto para todos”, declara. O gosto pelo esporte é tanto, que o jovem também pretende seguir carreira de patinador profissional. “Depois da escola, esse é um lugar que me sinto bem. A patinação propicia isso pra mim; por isso, pretendo continuar”, afirma.

“Criei um amor pelo esporte. Não esperava que seria tão bom.” As frases são da estudante Luíza Beda, 16, que, desde o início, participa das aulas de patinação. Antes, as caminhadas com patins eram apenas nas ruas da região ou nos parques. Depois que ela começou a participar do projeto social, o desempenho no esporte melhorou. Hoje, ela sabe as coreografias e principais manobras exigidas nas grandes disputas. “O projeto ocupa meu tempo de uma forma produtiva. A realização das aulas é uma chance para aqueles que não poderiam arcar com os custos. Isso beneficia muito a população.”

Fonte: Correio Braziliense. A matéria original você confere clicando aqui.